O mês de junho é marcado pela campanha nacional de combate ao trabalho infantil, uma mobilização essencial para conscientizar a sociedade sobre uma das mais graves violações de direitos de crianças e adolescentes.
Mais do que impedir o acesso precoce e irregular ao trabalho, combater o trabalho infantil é proteger a infância, garantir a permanência escolar, prevenir acidentes, promover o desenvolvimento físico, emocional e social e assegurar que crianças e adolescentes tenham oportunidades reais de construir um futuro com dignidade.
No Espírito Santo, o CESAM – Centro Salesiano do Adolescente Trabalhador atua de forma direta nessa missão, por meio da formação integral e da inserção protegida de adolescentes e jovens no mundo do trabalho, através do Programa de Aprendizagem Profissional.
Ações realizadas nos Núcleos do CESAM
Durante todo o mês de junho, educadores, instrutores e aprendizes dos núcleos do CESAM se mobilizaram em ações de conscientização sobre os direitos de crianças e adolescentes. Por meio de pesquisas, diálogos e produções criativas, os aprendizes fortaleceram o protagonismo juvenil e ampliaram a reflexão sobre o tema.
Os aprendizes também aprofundaram temas relacionados à proteção no ambiente profissional, com base em materiais de orientação como a Cartilha Amarela, do Ministério do Trabalho e Emprego, que aborda a prevenção ao assédio, às violências e a promoção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e dignos.
Em Vitória, os aprendizes transformaram o aprendizado em materiais de conscientização capazes de multiplicar a mensagem dentro e fora da instituição, através da produção de cartazes, vídeos e podcasts. Também participaram de palestras, quizzes, pesquisas e atividades em grupo.

“As atividades realizadas em laboratório promoveram uma importante reflexão crítica sobre prevenção da violência e seus impactos no ambiente de trabalho. Os aprendizes discutiram formas de identificar situações de assédio, comportamentos inadequados e caminhos para buscar ajuda em situações de risco. A proposta também fortaleceu a comunicação segura, o apoio mútuo entre colegas e a importância de uma cultura organizacional baseada em respeito, cuidado e bem-estar coletivo.” - Jeisdens Fernandes, instrutor no CESAM Vitória.
No Núcleo de Cachoeiro de Itapemirim, a arte foi utilizada como ferramenta de reflexão e transformação. Os aprendizes criaram uma peça de teatro e desenvolveram um curta-metragem para retratar os impactos negativos do trabalho infantil na vida da criança, da família e da sociedade.

Em Colatina, os aprendizes participaram de uma roda de conversa com a equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, o CREAS. O momento contribuiu para ampliar o diálogo sobre direitos, proteção social e a importância da rede de apoio no enfrentamento ao trabalho infantil.
No Núcleo de Linhares e Guarapari, os aprendizes realizaram pesquisas sobre o combate ao trabalho infantil e transformaram o conteúdo estudado em cartazes educativos, estimulando a criatividade, a expressão visual e a conscientização coletiva.

Cultura do cuidado: educar também é proteger
No CESAM, o combate ao trabalho infantil está diretamente ligado à cultura do cuidado. Inspirada no Sistema Preventivo de Dom Bosco, a instituição acredita que cuidar significa proteger, acompanhar, orientar e criar ambientes seguros para o desenvolvimento integral de adolescentes e jovens.
Essa cultura se expressa nas atividades diárias, no acompanhamento educativo, na escuta, no fortalecimento de vínculos e na promoção de ambientes que garantam direitos, dignidade e oportunidades.
Ao trabalhar esse tema com os aprendizes, o CESAM não apenas conscientiza sobre uma violação social grave, mas também forma adolescentes mais críticos, participativos e preparados para reconhecer seus direitos e atuar como multiplicadores de conhecimento.
Aprendizagem Profissional como caminho de proteção e cidadania
A atuação do CESAM reforça que o lugar de adolescentes e jovens no mundo do trabalho deve ser seguro, educativo e protegido. Por meio da aprendizagem profissional, os aprendizes têm acesso à qualificação socioprofissional, desenvolvimento de competências, fortalecimento de vínculos, incentivo à permanência escolar e acompanhamento educativo.
Essa é uma diferença fundamental: enquanto o trabalho infantil viola direitos, a aprendizagem profissional, quando realizada de forma legal e acompanhada, promove inclusão social, formação para a vida e preparação para o mercado de trabalho.
No CESAM, essa formação vai além da capacitação técnica. Ela também envolve valores, cidadania, convivência, responsabilidade, respeito, cuidado e protagonismo juvenil, em sintonia com a missão salesiana de formar bons cristãos e honestos cidadãos.
Faça parte dessa missão! Ao contratar um adolescente aprendiz sua empresa contribui para transformar trajetórias por meio da educação, do cuidado e do trabalho protegido.


