Criatividade, autonomia, pensamento crítico e capacidade de solucionar problemas são competências cada vez mais valorizadas no mundo do trabalho. Quando desenvolvidas ainda na juventude, por meio de experiências práticas e do acesso qualificado à tecnologia, elas podem ampliar horizontes, reduzir desigualdades e abrir novos caminhos profissionais.
É com esse propósito que o Fortech, programa de inclusão tecnológica desenvolvido junto ao Fortificar (Programa Social da Fortes Engenharia) e realizado em parceria com o CESAM Vitória, vem contribuindo para a formação de adolescentes e jovens aprendizes no Espírito Santo.
Na sua terceira edição, aprendizes do curso de Auxiliar em Serviços Administrativos participaram de uma jornada de quatro semanas de aprendizagem voltada à inovação. Eles tiveram contato com tecnologias e metodologias que estão transformando as empresas e o mercado de trabalho, como design thinking, realidade virtual, inteligência artificial e desenvolvimento de sistemas.
As aulas foram ministradas pela equipe do InovaFortes: Luiz Gustavo Venancio, Estefany Medici e pela consultora de inovação e estratégia, Maíra do Vale Machado.
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Mais do que aprender a utilizar ferramentas tecnológicas, os participantes foram incentivados a desenvolver habilidades essenciais para sua trajetória pessoal e profissional, como criatividade, comunicação, raciocínio lógico, oratória, trabalho em equipe, pesquisa e resolução de problemas.
Segundo Estefany Medici, head de Inovação e Estratégia da Fortes Engenharia e idealizadora do projeto, o Fortech também representa o compromisso da empresa com o desenvolvimento social e com o fortalecimento do ecossistema de inovação.
“O Fortech é um projeto social e faz parte do objetivo da Fortes Engenharia de contribuir para o ecossistema de inovação. Trabalhar com adolescentes e jovens é uma oportunidade de despertar o interesse pela tecnologia, estimular novas formas de pensar e criar soluções inovadoras para problemas reais do mercado.”
Um desafio real para estimular novas soluções
O conhecimento adquirido pelos aprendizes não ficou restrito à teoria. Durante o programa, os adolescentes receberam um desafio relacionado a uma necessidade real da Fortes Engenharia: Como podemos contribuir para reduzir os acidentes de trabalho em altura nas obras?
A partir dessa pergunta, os grupos realizaram pesquisas, analisaram dados sobre acidentes na construção civil e desenvolveram propostas capazes de contribuir para a segurança dos trabalhadores.
Para Flávia Lima, supervisora do Programa de Aprendizagem do CESAM Vitória, a atividade colocou os aprendizes diante de uma situação concreta, estimulando não apenas o desenvolvimento técnico, mas também competências de relacionamento e cooperação.
“O desafio era apresentar uma proposta capaz de despertar o interesse da gestão da Fortes Engenharia e que pudesse ser desenvolvida. Os adolescentes pesquisaram dados sobre acidentes, doenças e mortes na construção civil e, com base nessas informações, pensaram em soluções inovadoras para reduzir os impactos sobre a vida dos trabalhadores. Eles também precisaram desenvolver escuta, relacionamento, organização e trabalho em equipe.”
Aprendizes apresentam projetos na sede da Fortes Engenharia
No dia 15 de julho, os aprendizes visitaram a sede do Base27, hub de inovação do qual a Fortes Engenharia é mantenedora, localizado na Fucape Business School, em Vitória, para apresentar as cinco soluções desenvolvidas durante o programa.
Diante de uma banca avaliadora, que contou com a participação de Mayssilla Jacobsen (Analista de Inovação), Ivana Netto (Gerente de Inovação Social) e Flávia Lima (Supervisora do Programa de Aprendizagem), os adolescentes apresentaram seus projetos, explicaram os processos de pesquisa e defenderam a viabilidade das propostas.
Com criatividade, comprometimento e dedicação, os grupos desenvolveram soluções aplicáveis à realidade da construção civil, combinando tecnologia, segurança do trabalho e inovação.
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Uma das propostas apresentadas foi o Proteck, sistema criado para orientar trabalhadores sobre a utilização correta dos Equipamentos de Proteção Individual — EPIs durante suas atividades. Além do plano de negócio, o grupo também desenvolveu um site funcional e materiais de divulgação para apresentar a solução.
Para a aprendiz Emanuelly Carvalho, o contato com profissionais e novas ferramentas ampliou a percepção dos participantes sobre as possibilidades acadêmicas e profissionais relacionadas à tecnologia.
“O que mais gostei foi do contato com os profissionais que nos apresentaram ferramentas e possibilidades novas. Isso fez com que conhecêssemos outros caminhos. O conhecimento adquirido poderá ajudar na nossa trajetória acadêmica e profissional, na criação de novos projetos e sistemas e até no uso da inteligência artificial.”
Construsol é escolhida como proposta vencedora
A solução vencedora foi a Construsol, desenvolvida pelas aprendizes Valentina de Barros Guarnier, Kaylla Eduarda Gomes Pereira, Evellyn Wandermurem Gobo, Evyllyn Ferreira de Jesus e Luana Ferreira Collete.
O grupo criou uma proposta baseada na utilização de sensores capazes de identificar se os trabalhadores estão usando corretamente os EPIs antes de entrarem na área da obra. A tecnologia foi pensada como uma forma de reforçar os procedimentos de segurança e contribuir para a prevenção de acidentes.
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Para Valentina de Barros Guarnier, integrante da equipe vencedora, a participação no programa proporcionou uma experiência diferente de tudo o que o grupo já havia vivenciado.
“Participar do Fortech foi uma experiência muito inovadora e diferente para nós. Ainda não tínhamos vivido uma oportunidade tão grande. Acredito que nosso diferencial foi o produto, uma ideia autoral do grupo. Fiquei muito emocionada com o resultado, principalmente porque os outros grupos também tiveram uma participação muito ativa.”
Uma parceria construída pelo propósito
Quando organizações que compartilham valores e objetivos unem conhecimentos, experiências e recursos, as oportunidades de transformação se multiplicam.
A parceria entre o CESAM Vitória e a Fortes Engenharia demonstra como empresas e instituições sociais podem trabalhar juntas para preparar adolescentes e jovens para os desafios de um mercado cada vez mais tecnológico, dinâmico e competitivo.
Para a Fortes Engenharia, a inovação não é apenas um objetivo, mas um instrumento para gerar desenvolvimento. Ao aproximar os aprendizes de tecnologias, metodologias e profissionais da área, o Fortech amplia repertórios, estimula o interesse por novas carreiras e mostra que a inovação também pode ser utilizada para preservar vidas e solucionar desafios sociais.
Para o CESAM Vitória, a iniciativa fortalece uma missão desenvolvida há 30 anos: promover a formação integral, a qualificação socioprofissional e a inserção protegida de adolescentes e jovens no mundo do trabalho.
Inspirado no legado educativo de Dom Bosco e nos valores salesianos, o CESAM acredita em uma educação que acolhe, acompanha, desafia e ajuda cada jovem a reconhecer suas capacidades.
“É muito emocionante acompanhar um adolescente diante de um desafio que precisa ser desenvolvido. Alguns jovens, inicialmente, apresentam dificuldades até mesmo para falar em sala de aula. Quando percebem que possuem conhecimento e são capazes de apresentar uma solução, encontram coragem para se expressar. Essa parceria é muito positiva porque permite que eles saiam com uma visão diferente sobre tecnologia, inovação e sobre o próprio potencial”, destaca Flávia Lima.
Investir na aprendizagem profissional é investir em talentos
A experiência do Fortech mostra que adolescentes e jovens, quando recebem oportunidades, acompanhamento e formação de qualidade, são capazes de criar soluções relevantes para desafios concretos das empresas e da sociedade.
O Programa de Aprendizagem Profissional vai além da preparação para uma primeira experiência de trabalho. Ele contribui para o desenvolvimento de profissionais mais criativos, responsáveis, colaborativos e preparados para acompanhar as transformações do mercado.
Para as empresas, significa ter acesso a talentos promissores, fortalecer a responsabilidade social e contribuir para a formação de novos profissionais. Para a sociedade, representa mais qualificação, inclusão social, trabalho protegido e oportunidades para a superação de vulnerabilidades socioeconômicas.
Ao investir na juventude, construímos um futuro mais inovador, humano e coletivo — um futuro no qual adolescentes e jovens deixam de ser apenas espectadores e se tornam protagonistas das transformações que desejam ver no mundo.
Conheça o Programa de Aprendizagem Profissional do CESAM e descubra como sua empresa pode participar da formação de novos talentos e da transformação de histórias.


